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O filho do demônio


Prosseguindo em sua eterna batalha contra as forças do mal, Furio Archetti, o Padre Combattenti da Santa Madre Igreja, chega a cidade de Gênova, no início da infestação da peste negra.

Pouco preocupado com a doença e muito mais preocupado com sua investigação, Furio ultrapassa os limites da entrada da cidade para ser prontamente cercado por cinco homens armados com foices e martelos e um, aparentemente o líder, com um mangual.

“Alto lá forasteiro. Aonde pensa que vai?” – pergunta o homem do mangual.

“Nada quero com vocês, senhores. Desejo apenas comida e cama quente por hoje e seguirei meu caminho pela manhã.”

“E como alguém com estas vestes sujas, remendadas e velhas poderia pagar por cama e comida?”

“Julga um homem por suas vestes, meu jovem?”

“Claro. Roupas surradas significam pouco ou nada. E você com sua aparência imunda não deve ter nem o suficiente para que eu deixe você entrar na cidade.”

“Você só me permitiria entrar na cidade se eu pagasse, meu jovem?”

“Claro, ou você acha que fazemos caridade?”

“Giuliani, talvez ele possa limpar latrinas no bordel. Vamos pegá-lo e vende-lo para madame Lílian.”

“É uma boa ideia. Ela vai gostar de ter alguém para fazer o serviço sujo.” – ele gargalha.

“E como vocês pretendem exatamente me pegar, meu jovem?”

“Acho que você ainda não percebeu que está cercado e que nós estamos armados.”

“E você não percebeu que eu sou um Padre Combattenti.” – diz Furio retirando sua capa surrada deixando à mostra o símbolo dos Combattenti em seu peito bem como seu braço de ferro.

“Meu Deus, Giuliani, é ele. É o Furio.”

“Meu mestre previu mesmo que você chegaria, padre maldito. Agora poderei mostrar a ele meu valor.”

“Arrogância e orgulho. Traços típicos dos discípulos de Belial.”

Antes que os homens possam ataca-lo, Furio arremessa quatro adagas a uma velocidade que não permite que nenhum dos homens se defenda. Mesmo sendo seres humanos eles estão à serviço do mal e Furio sequer lhes oferece piedade. Os quatro caem mortos e o líder recua um passo se preparando para o confronto.

“Você vai morrer aqui hoje padre. Mestre, estou pronto.” – grita o homem.

Já acostumado com os pérfidos poderes do inferno, Furio não se surpreende quando o peito de Giuliani se rasga abrindo passagem para Belial. O demônio atravessa o portal ficando frente a frente com Furio em sua forma mais perversa, trajando armadura completa, elmo e espada. As asas brancas em contraste com o fogo que sai de seus olhos.

“Pronto para seu último dia nesta terra miserável, Furio?”

“Se for da vontade de Deus, sim.”

Furio faz uma prece rápida, puxa sua espada, a espada consagrada de um dos Arcanjos do Senhor, e avança na direção do demônio Belial, que prontamente também arremete contra o Padre.

Incansável e experiente pelas batalhas travadas ao longo de toda sua vida contra estas criaturas, Furio mostra-se um oponente deveras perigoso ao demônio, principalmente pela espada consagrada. Belial ataca não somente com sua espada, mas também com suas asas de pontas afiladas. Furio esquiva-se de seus ataques para prontamente responder em contragolpes rápidos e mortais. Sua concentração na batalha é tanta que ele só percebe a neblina que toma conta de seu entorno quando ouve um grito vindo do bordel da madame Lílian.

“Está feito Padre. Nasceu.”

“Do que fala demônio?”

Neste instante um demônio de corpo forte, musculoso e esguio, chifres retorcidos, cascos de bode e asas negras aterrissa entre os dois contendores. Belial é jogado para trás, mas Furio se mantém firme em sua posição de batalha.

“Ele fala de mim, Padre do braço de ferro. Eu sou Mammon. O filho de Lúcifer. E vim do inferno só para te matar.”

 
Léo Rodrigues
Enviado por Léo Rodrigues em 07/05/2020
Alterado em 07/05/2020
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