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Hoje tem gol do Gabigol

Ser Flamengo não é apenas torcer para um time. É ser arrebatado ao Olimpo numa festa de Deuses.

Desde a geração de Zico, nosso Deus, que não me castigue o Senhor por tal analogia, mas que para nós é por demais importante, pois Zico é Zico, que vivemos em êxtase. Bem, pós Zico nem sempre foi em alta, mas para nós bastava uma vitória épica sobre os, não briguem meus adversários, é apenas uma brincadeira, nanicos do Rio de Janeiro e já extravasámos tudo. E como explicar? Apenas dizemos que é pelo amor de Zico que torcemos e vivemos o Mais querido.

Tudo andava assim, altos, baixos, apresentações boas, ruins, mais ruins do que boas. Derrotas traumáticas. Eliminações precoces e terríveis. Um brasileiro após 17 anos. Uma vergonha. Tanto tempo de jejum. E aí surge a pior das piadas: o cheirinho.

Voltamos a disputar com condições totais de ganhar os títulos no Brasil e na América do Sul, chegando a finais, mas batíamos na trave e lá vinha os engraçadinhos dos nanicos (sic) falar de cheirinho. Nós, brigando por título e não ganhando por pouco, e eles, bem, não sei pelo que eles andavam brigando. E mesmo assim se achavam no direito de fazer uma graça.

Aí, depois de tanto escutar besteira, e pedir a Zico uma ajuda, eis que chega o nosso herói: Míster. E com ele tudo mudou. Nosso Patamar mudou. Entramos em OTO PATAMÁ. E voltamos ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído. O lugar em que Zico nos colocou e as gerações seguintes não mantiveram. Mas nada na vida é por acaso. E Deus só premia aqueles que são resilientes. Porque Deus não só é brasileiro como é Flamenguista também. E não obstante a isto, Ele nos deu ele: Gabigol. E Gabigol nos deu alegria. Nos deu a América, junto com o Míster e companhia. Nos deu um novo grito e um novo mantra.

Ainda contagiado pela maior final que vi meu time jogar em toda minha vida, com o som do narrador gritando ainda em minha memória: ele ele ele ele sempre ele Gabigol, e com meus olhos que ainda marejam ao relembrar aquele dia, entendo porque Deus faz estas coisas conosco. Ele nos mostra que devemos merecer o que ganhamos. Mesmo uma alegria num esporte em que nem entramos em campo fisicamente, mas entramos espiritualmente. E fazemos gol com eles. Com nossos heróis rubro-negros dentro de campo. Jogamos juntos e vencemos juntos. E mesmo que eu demore mais trinta e oito anos para repetir tal conquista eu já sou feliz e me mantenho feliz por um simples motivo. O nosso mantra mais sagrado de felicidade dos últimos anos nos oferecido pelo tal de Gabriel Barbosa:


Hoje tem gol do Gabigol.
Léo Rodrigues
Enviado por Léo Rodrigues em 07/04/2020
Alterado em 07/04/2020
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