Entre relíquias e segredos.

Citadel.

Museu do Legado Temporal.

O passeio pelo museu mais famoso de Citadel é a referência para crianças e adolescentes que querem conhecer um pouco mais de como era a humanidade nos primórdios.

O grupo animado para diante de uma xilogravura de duas criaturas em batalha.

“Então, estamos diante agora de uma das maiores batalhas já descrita na idade média.”

“Existiam monstros na idade média?” – pergunta uma das crianças.

“Ah meu pequeno, na idade média existiram muitas coisas, mas não posso te afirmar com total certeza que existiram. O que temos são documentos, xilogravuras como essa, e tantas outras formas de relatos que nos levam a crer que coisas existiram ou aconteceram. Querem saber a história por trás desta xilogravura?”

 

“Queremos.”

“Então. Esta xilogravura retrata uma das maiores batalhas de magos ocorrida na idade média. Reza a lenda que uma maga chamada Maíra e outra chamada Vãhnya, ambas de uma ordem denominada Irmandade dos Arcanos Dourados se enfrentaram em um castelo em um dos submundos infernais.”

“Magas?’

“Sim, meu pequeno, magas. Poderosíssimas. Vãhnya invocou a fúria de Tiamat.”

“O Caos Primordial Mesopotâmico ou aquele do desenho caverna do dragão?” – pergunta uma jovem.

O guia sorri.

“Seriam o mesmo, se um não fosse o real e o outro um desenho.” – ele afaga o cabelo da jovem.

“E a outra criatura, quem é?”

“A outra criatura, invocada pela maga Maíra, é o Caos Primordial Remanescente, o Leviatã.”

“Nossa.”

“Sim, nossa. Dizem os arquivos da época que a batalha das duas magas fez tremer os alicerces da terra. Tiamat e Leviatã, fúrias da natureza se enfrentaram com todas as suas forças defendendo cada um a maga que o convocara.”

“E quem venceu?”

“Acho que não teve vencedores, meu jovem. Como vocês podem ver nos alfarrábios ao lado da xilogravura, o autor desta epopeia a traduziu em uma música que só nos brinda com sua genialidade em narrar como o combate se iniciou, mas não como terminou. Acho que uma licença poética da época.”

“Ah, que pena.”

“Sim, uma pena. Mas sigam nossa querida Juliana agora até o setor da industrialização.”

O grupo segue a nova guia, à exceção de um homem.

“Gosta do novo trabalho?”

“Menos perigoso do que ficar Saltando por aí, Ark.”

“Você sempre gostou de história…”

“Está insinuando o que?”

“Vai me dizer que você não Saltou para essa época para descobrir se esse combate aconteceu ou se foi só uma ode criada por um bardo?”

“Você acha que eu Saltei para descobrir se Maíra e Vãhnya existiram?”

“Acho.”

“Eu não seria o primeiro a fazer isso, não é?”

“O que você quer dizer agora?”

“Venha comigo.”

O guia leva Ark até um cofre, de onde ele retira um livro antigo e o entrega a Ark.

“Memórias de um morto vivo?”

“Isso. Abra na página cento e dois.”

Ark vai até a página e começa a ler.

“Isso não é sério.”

“A personagem ou a mensagem?”

“Os dois.”

“É, meu amigo, você deixa boas marcas por onde passa.”

“Nem tanto. Mantenha esse livro bem guardado.”

“Pode deixar. Ninguém vai saber sobre esta redundância.”

O guia devolve o livro para o cofre, se despede de Ark e segue para encontrar outro grupo de visitantes.

“E aí, é real? Está no livro mesmo?” – diz Lethya se aproximando.

“Está sim.”

“Você vai ter que contar a verdade para ele em algum momento.”

“Deixa ele continuar pensando que é desta época, Lethya. Não vai mudar nada.”

“É a vida dele.”

“A vida dele é esta. Ele foi um Saltador e agora é um guia de museu.”

“Ele merece saber a verdade, Ark.”

“Que verdade? Que o sobrenome dele não é Silva e sim Darkmoor?”

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